14.01.2025

Maternidade: um post até para quem não pensa em ser mãe.

Se você tem entre 25 e 45 anos, em algum momento da sua vida vai se relacionar com a maternidade. Mas por que só paramos para entender ou discutir o assunto quando ele bate à nossa porta?

Mesmo que você não tenha o desejo de ser mãe, a maternidade vai cruzar o seu caminho de alguma forma: uma amiga, uma irmã, uma colega de trabalho. Ignorar o tema não é neutro; é contribuir para que essas mulheres continuem sendo excluídas e sobrecarregadas em uma sociedade que não compreende suas necessidades. Inclusive tenho falado muito sobre o tema aqui no EO – você pode clicar na tag maternidade e achar muitos conteúdinhos legais. 😉

Vamos pensar em uma analogia simples: quando vemos uma pessoa com deficiência visual tentando atravessar a rua, geralmente sabemos como ajudar ou, pelo menos, temos alguma noção. Por que não acontece o mesmo com mães? Por que só prestamos atenção em como apoiar uma mulher mãe quando nos tornamos uma ou quando alguém muito próximo passa por isso?

O discurso de que a maternidade é linda — e de fato é — muitas vezes abafa as questões mais desafiadoras que a acompanham: a conciliação com a carreira, a entrega de tempo, as transformações no corpo e na identidade.

Confesso que, olhando para o passado, me pergunto se fui uma boa amiga para as mulheres que se tornaram mães antes de mim. Hoje, tenho vontade de pedir desculpas por não ter entendido o que elas realmente precisavam. Por outro lado, sou extremamente privilegiada por ter amigas gigantes no cuidado e amparo, que fizeram minha jornada muito mais leve. (Beijos migs, vcs sabem quem são)

O que quero dizer com tudo isso é que não precisamos relacionar a maternidade apenas ao desejo pessoal de ser ou não mãe. Podemos — e devemos — consumir conteúdo sobre o tema e estar atentas às discussões em torno da maternidade. Isso ajuda a construir uma corrente de inclusão que torna a vida das mães mais normalizada e humanizada.

Aprenda como ser uma boa rede de apoio: o que dizer ou não para uma mulher que é mãe, como facilitar seu retorno ao mercado de trabalho e como ser útil em pequenas ações no dia a dia. E acredite, essa troca volta para você em algum momento. A vida tem uma maneira linda de devolver o bem que compartilhamos.

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